Trilhas filosóficas: o ensino de filosofia e dos direitos humanos através da argumentação Show all records where Título is equal to Trilhas filosóficas: o ensino de filosofia e dos direitos humanos através da argumentação
Sérgio Murilo Rodrigues Show all records where Autor is equal to Sérgio Murilo Rodrigues
UNIVERSIDAD COMPLUTENSE DE MADRID Show all records where Instituição is equal to UNIVERSIDAD COMPLUTENSE DE MADRID

O projeto desenvolvido a partir do PIBID-Filosofia PUC Minas e a Escola Estadual Francisco Brant, situada em Belo Horizonte, visou o desenvolvimento de objetos de aprendizagem que possibilitassem aos alunos do Ensino Médio desenvolverem uma reflexão filosófica, tomarem ciência dos direitos humanos e conduzirem uma argumentação racional sobre questões relacionadas à aplicação dos direitos humanos na realidade brasileira. Os objetos de aprendizagem foram construídos dentro do marco teórico da teoria do discurso de Jürgen Habermas, que, na sua teoria da ação comunicativa defende o espaço da racionalidade comunicativa em contraposição à racionalidade instrumental. Embora Habermas não tenha escrito nada que fale especificamente de ensino ou pedagogia, seus escritos sobre a argumentação, a comunicação cotidiana, as formas distorcidas ou patológicas de comunicação, a racionalidade da ação, são valiosos para pensarmos o ensino. A teoria da ação comunicativa parte de um estudo dos pressupostos pragmáticos inevitáveis da comunicação cotidiana. Um desses pressupostos é que ao falarmos com os outros propomos pelo menos quatro pretensões de validez: eu pretendo que seja verdadeiro aquilo que eu afirmo, que seja justa a norma que recomendo ou me baseio para dar uma ordem, que seja veraz a intenção e os sentimentos que revelo e inteligível o que digo. São as pretensões de verdade, justiça, veracidade e inteligibilidade. Como são apenas pretensões, elas podem ser problematizadas pelos ouvintes, obrigando o falante a justificar, fundamentar ou legitimar a sua pretensão de validez. Os procedimentos de justificação são feitos através de discursos. Nos discursos só valem argumentos racionais e neles fazemos a suposição que em princípio todos os afetados possam participar como livres e iguais em uma busca cooperativa da verdade, da justiça e da sinceridade, sendo que a única força que pode ser exercida é a peculiar força não violenta do melhor argumento. Um segundo pressuposto: a comunicação cotidiana orienta-se por um entendimento que visa alcançar um consenso intersubjetivo através da discussão racional das pretensões de validez envolvidas. No dia-a-dia este consenso é pressuposto como já estabelecido. Mas ele pode ser problematizado por qualquer um e a qualquer momento. Por que existem os direitos humanos? E por que eles não são tão mal interpretados e até mesmo hostilizados? Problematizar questões do cotidiano dos jovens do Ensino Médio relacionados aos direitos humanos pareceu ser uma boa forma de motivar a reflexão filosófica através de uma argumentação consistente.

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23/10/2018
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