A análise da angústia como repetição rigorosa da épochè husserliana em Heidegger. Show all records where Título is equal to A análise da angústia como repetição rigorosa da épochè husserliana em Heidegger.
Alisson Matutino de Souza Show all records where Autor is equal to Alisson Matutino de Souza
UFU Show all records where Instituição is equal to UFU

O objetivo de nosso artigo é investigar e analisar o conceito de angústia heideggeriano no § 40 de ser e tempo e na conferência de 1929 intitulada was ist metaphysik. A partir dessa descrição da disposição afetiva da angústia como uma disposição fundamental do dasein procuramos examinar como ela ao se constituir como um modo de revelação (erschlossenheit) insígnia do dasein a mesma se apresenta como ponto de inversão da teoria husserliana da consciência. Mais precisamente, ensejamos compreender como a análise da angústia se apresenta como a repetição da problemática husserliana da épochè e redução fenomenológico-transcendental. O sentimento fundamental de situação (grundbefindlichkeit) que é a angústia assinala uma dupla função: a primeira situa se no traço constitutivo da existência do dasein, no qual reside a totalidade do ser da existência enquanto disposição compreensiva, que oferece o solo fenomenológico-hermenêutico para a apreensão explícita da totalidade originária do dasein. Relacionado a isso, no segundo ponto, a angústia na análise existencial de heidegger se apresenta como papel estratégico por se apresentar como fenômeno ontológico manifestando a facticidade que pertence essencialmente a existenciaridade do dasein, pois nos remete à totalidade da existência como ser-no-mundo que é ser-a-frente-de-si-mesmo (das sich-vorweg-sein). A angústia implica como a épochè uma colocação entre parênteses do “mundo” e ao anular de uma certa maneira o “mundo” ela conduz o dasein a si-mesmo, “presente face à face com si” (das dasein sich vor sich selbst bringt) e o coloca diante suas possibilidades mais próprias do seu ser: autenticidade – inautencidade. Mais precisamente procuramos compreender na conferência de 1929 (was ist metaphysik) em que medida a angústia enquanto disposição fundamental, que nos coloca face ao nada pela suspensão de todo ente intramundano, implica o estágio anterior e necessário para que se possa colocar a questão do ser (seinsfrage). O nada, posto que está acima de um ente determinado, é assim o próprio véu do ser que se revela em nossa existência por meio da angústia. Neste sentido, a angústia e o nada tomam o todo do ser do dasein, fazendo com que o próprio ser-no-mundo seja abalado em suas bases e seja sentido em seu fundamento como angustiante. Assim, procuramos mostrar que a angustia redutora nessa relação sentimental originária não diferente absolutamente da redução transcendental no modo husserliano, mas se mostra mais radical, uma vez que ela mostra os limites desta. Sobretudo porque, mesmo que apesar dela não reconduzir a consciência constituinte ela se abre numa dimensão nova, ou seja, da stimmung, da tonalidade afetiva, em que localiza a verdadeira possibilidade de viragem (kehre) da existência humana, a possibilidade de o homem sair da inautenticidade, na qual ele geralmente vive, e assumir a autenticidade.

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Dia 23 | Terça | Sala 7|08:30-09:00
IC 3
23/10/2018
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