Uma vez mais...Como ler Freud? Show all records where Título is equal to Uma vez mais...Como ler Freud?
Rosana Grushenka Nader da Rocha Show all records where Autor is equal to Rosana Grushenka Nader da Rocha
PUC/PR Show all records where Instituição is equal to PUC/PR

Uma vez mais... Como ler Freud? A tarefa que nos propusemos para esta comunicação tem como objetivo apresentar as reflexões que temos desenvolvido acerca de uma posição metodológica que nos aproxime do objeto historiográfico eleito; que nos permita abrir a obra, diante de nós mesmos, lê-la e relê-la, evidenciar as influências, mas, sobretudo, revelar o ineditismo, vale dizer, sua especificidade e estilo próprio. Se possível ainda, fazê-la admitir, confessar o impensado; ou lui faire avouer son “impensé” (Lebrun, 1977, p.18). Enfim, uma direção de trabalho que oriente nossa proximidade com o autor e a obra escolhida, em nosso caso, uma investigação em andamento dirigida aos escritos de Freud. Adiantamos que se trata de uma interlocução entre filosofia e psicanálise, ou melhor, de uma filosofia da psicanálise reconhecendo nesta “um novo campo disciplinar dentro do elenco das especialidades filosóficas” (Simanke, 2010, p.7), bem como o caráter plural e abrangente que a constitui e atravessa. A pluralidade desta nova disciplina, se por um lado é uma oferta, um verdadeiro convite para a reflexão e o diálogo, igualmente é uma advertência e diz respeito à cautela necessária, como por exemplo, quando lidamos com a escolha de uma chave de leitura. De fato, estamos no território de uma disciplina cujo protagonismo granjeado pela investigação brasileira avança na formação de uma identidade própria e de sua autonomia metodológica. Vale marcar que, identidade e autonomia forjadas em meio a rupturas teóricas, adesões parciais ao modelo de recepção filosófica da psicanálise freudiana. Ainda assim, nossa questão permanece insistentemente-Como ler Freud?-. Tal formulação não é nossa, nem tão pouco é original. É possível encontrá-la com certa frequência. No entanto, aqui para nossos fins ressaltamos sua presença apenas na letra de Luiz Roberto Monzani (originalmente presente em tese doutoral de 1982 e publicada em 1989). Salientamos que a presença de tal inquirição é tomada, por seu valor histórico de direção de trabalho, no âmbito das investigações na área da chamada filosofia brasileira da psicanálise. A resolução de Monzani para o questionamento no segundo tópico da introdução do seu; Freud: o movimento de um pensamento oferece um encaminhamento. Adverte que discutir a psicanálise não é prerrogativa de analistas ou analisandos, considerando a psicanálise como qualquer outra disciplina científica, apesar de sua originalidade, o que autoriza que seja lida e interpretada por todo aquele que assim o decidir. Também, mencionando a tradição francesa, por exemplo, Ricoeur (1969), (Freitas Pinto (2016) oferece uma elucidação ímpar), apontando para a possibilidade de duas abordagens de leitura, sendo uma denominada interpretação filosófica e uma outra leitura da obra. Desse modo instaura uma diferença: primeiro a presença de determinado pensamento filosófico como guia da interpretação, ou melhor, a presença da psicanálise como objeto da filosofia e, segundo a leitura de Freud como um trabalho de análise das ideias, sendo que não significa repetição, mas sim desvelamento ou explicitação das articulações que comandam a estrutura da obra. A partir deste ponto Monzani trata de precisar o que entende por leitura de Freud ou mais precisamente o que denominou uma teoria da leitura. Esta não ocorre por meio de provas de validação discursiva, como exemplo, verificar a veracidade da teoria da sedução. O faz por um alinhamento ao pensamento do próprio Freud. Leitura que consiste numa visão de conjunto, sendo que a legitimidade do texto, o seu estatuto se apresenta em sua lógica interna. Para finalizar Monzani se apóia em Lebrun (1977), ou seja, a partir de uma renovada noção de ciência a teoria da leitura pode de certa maneira consistir numa cartografia. Palavras-chave: filosofia da psicanálise, chave de leitura, teoria da leitura

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Dia 24 | Quarta | Sala Auditório |08:30-09:00
IC 4
24/10/2018
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