A antropologia de Kant como filosofia principal Show all records where Título is equal to A antropologia de Kant como filosofia principal
José Henrique Alexandre de Azevedo Show all records where Autor is equal to José Henrique Alexandre de Azevedo
UNICAMP Show all records where Instituição is equal to UNICAMP

A hipótese principal é a de que o projeto crítico de filosofia de Kant, apesar de se iniciar buscando resolver o problema da cientificidade da metafísica, finalizou-se como uma antropologia filosófica. A pesquisa divide-se em três partes, a saber: a primeira tem por meta esmiuçar o conceito de filosofia cosmopolita de Kant. Descobri que este mantém-se o mesmo desde o início do projeto crítico, arquitetônica da razão pura da crítica da razão pura (Krv) até a sua versão final na Logik de Jäsche (log), contudo, nesta última, mediado pela pergunta antropológica: “o que é o homem?”; também descobri aqui uma distinção entre método e procedimento/maquinário metodológico que reflete o desenrolar da filosofia kantiana. Assim, a forma de se fazer filosofia se mantém constante ao longo da reflexão kantiana, isto é, crítica, entretanto o conteúdo (finalidade e objeto de pesquisa) é flexionado. A filosofia kantiana atualiza-se, constantemente. A segunda parte consiste em interpretar o primeiro projeto de filosofia crítica de Kant, o qual, em minha visão, diz respeito a demonstrar tanto como é possível a metafísica como ciência quanto a passagem desta, para a filosofia transcendental. Em minha visão, seguindo Luiz Portela (2001), a metafísica científica tem como base uma ontologia indireta e restrita, passando a uma filosofia transcendental capaz de tratar das condições de possibilidade de conhecer o que é possível, de mostrar o que devemos fazer e o que podemos esperar. A terceira concerne a inventariar e reconstruir a antropologia filosófica kantiana, na medida em que esta consiste em um paradigma em vista do progresso constante das condições de vida da humanidade, em geral. A antropologia proposta por Kant não se resume a apenas uma obra, antropologia de um ponto de vista pragmático (anth); com isso, em minha visão, após 1793, ano de publicação da religião nos limites da simples razão (rel), Kant flexiona seu projeto filosófico, voltando-o a uma antropologia, de modo a transformar a sua disciplina em uma ciência do homem. Desse modo, descobri que a maioria absoluta dos escritos após 1793 tratam de inventariar as instituições humanas (tais como o direito, a história, a religião, a antropologia pragmática e etc), adicionando-se a estas, em movimento de ressignificação e atualização, aquelas moldadas anteriormente a 1793: a ciência, a moral e a estética), capazes de regular a melhoria de vida da espécie; a obra que finalizaria este sistema antropológico seria o Opus Postumum (OP).

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Dia 25 | Quinta | Sala 8 |15:30-16:00
IC 2
25/10/2018
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