Vida perceptiva e expressão linguistica em Merleau-Ponty Show all records where Título is equal to Vida perceptiva e expressão linguistica em Merleau-Ponty
Matheus Hidalgo Show all records where Autor is equal to Matheus Hidalgo
UFS Show all records where Instituição is equal to UFS

Tendo como fio condutor a temática da articulação entre percepção e linguagem na obra de Merleau-Ponty, pretendo examinar a fecundidade ontológica do conceito de “diacronia da fala” (proveniente de uma interpretação original, feita pelo filósofo, do Cours de linguistique générale, de Saussure), pela qual o poder expressivo da linguagem, como fala falante, passa a ser concebido como sistema diacrítico ou pura potência negativa. Se a língua já é dotada de uma “lógica interna”, já que ela compõe e se organiza consigo mesma, se ela “é”, e não apenas “tem”, significação, cabe à fala sincrônica, no seio mesmo da contingência, transformar, de maneira autóctone, o acaso em razão. O que não é dito, e nem poderia sê-lo, acaba por fazer as vezes do impensado, sombra do pensado, ou, ainda, da invisibilidade inerente ao visível, estando, portanto, enraizado numa dimensão mais profunda da nossa vida sensível - de modo a tornar perfeitamente dispensável toda e qualquer referência, ainda que implícita, à consciência perceptiva ou ao cogito tácito, cuja onipresença se fazia notável nas primeiras obras de Merleau-Ponty. Resta saber, então: de que modo, à luz das novas aquisições propiciadas pela fenomenologia da linguagem, em que se destaca o trabalho do negativo na linguagem, o filósofo reformula o problema da articulação entre vida perceptiva (silêncio) e expressão linguística (fala)? E qual a relação entre filosofia e não-filosofia que aí se esboça?

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Dia 25 | Quinta | Sala 4|08:30-09:00
ED
25/10/2018
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