informações preliminares para o debate
Eder Soares Santos
Universidade Estadual de Londrina

A ANPOF-EM evidenciou que há um número bastante expressivo de professores de filosofia do Ensino Médio interessados e a procurar de uma melhor qualificação profissional para continuarem atuando como professores da Rede de Ensino da Educação Básica.

A fim de contribuir com o debate iniciado pela comissão organizadora da ANPOF-EM, apresento abaixo algumas indicações e tópicos que são de interesse para a discussão e para uma futura proposta de um Mestrado Profissional em Filosofia. As informações foram geradas a partir do trabalho já realizado por outros PROFs.

Profs pelo Brasil: formação de professores

Programas existentes:

•  ProfMat (SBM/ IMPA)

•  ProfLetras (UFRN)

•  ProfHistória (UFRJ)

•  Profis (SBF)

•  Profartes (UDESC)

•  ProfApi (ANDIFES)

 

PROF-FILO

 Desafios

  • Criação de uma rede nacional voltada para a qualificação de professores de Filosofia do Ensino Médio:
  • Adesão de instituições com corpo docente qualificado de acordo com as regras da Capes;
  • Adoção e organização de uma plataforma EAD;
  • Produção de material didático;
  • Aulas semipresenciais (cursos de verão e inverno);
  • Contratação de tutores;
  • Bolsas;
  • Definição do público;
  • Parcerias com as secretarias de educação

 

Potencialidades

 

  • Formação de professores formadores
  • Consolidação da Filosofia como componente curricular do Ensino Médio;
  • Vinculação da pós-graduação com a Educação Básica;
  • Parcerias institucionais:
  • Circulação de conhecimento e de pesquisadores;
  • Abertura de um novo campo de atuação: egressos da licenciatura (futuros discentes); estudantes de pós-graduação (tutores)
  • Dinamização e diversificação da produção científica:
  • Produção de material didático (para o PROF-FILO e para o ensino médio) e outros tipos de publicação e eventos na área.

Perguntas mais frequentes

 

  1. Quem financia o PROF? Tem bolsa para alunos? Tem bolsa para os docentes do programa? Tem bolsa para tutores? Quanto custa um PROF?

A CAPES é a agência financiadora dos PROFs-, com verba para o funcionamento dos polos e da articulação dos polos.

  1. As aulas são presenciais ou à distância?

As aulas podem ser presenciais ou, semipresenciais ou, totalmente EaD. Por exemplo, o PROF de História optou por aulas presenciais - com algumas atividades em EaD nacionais. Eventualmente, alguma disciplina poderá ser à distância.

  1. Existe a produção de material didático único para todas as instituições parceiras? Como ele é organizado, produzido e distribuído?

A produção poderá ser junta ou separada, mas disponibilizada para todos.

  1. No caso da educação a distância, como gerir a plataforma moodle? Temos equipe de TI para isso?

Quem optar por EaD terá que desenvolver essas plataformas nas IES participantes. Ao decidir sobre essa modalidade verificar quais IES têm condições para isso ou como irão desenvolver essas bases. A CAPES não se responsabiliza por isso, mas pode financiar a implantação.

  1.  Qual a responsabilidade da instituição que ancora o prof.? E a responsabilidade das demais associadas?

A IES que ancorar/coordenar o PROF deverá gerenciar tudo, a seleção dos alunos e o Portal. Os núcleos ficarão responsáveis pelas as aulas e a titulação. Cada núcleo vai titular sua turma, cada universidade se responsabiliza pelos seus alunos.

  1.  Como é o exame de seleção? Ele é único? Qual o formato?

O Exame de seleção deverá ser único. Poderá ser feito por empresas especializadas, gerenciado pela IES coordenadora da proposta. O formato das provas de seleção dependerá de como organizarão a seleção.

  1. Qual é o modelo do trabalho de conclusão do curso? Dissertação, material didático, projeto de intervenção?

O Trabalho Final deverá ser um produto/ um material didático, uma proposta pedagógica/ pesquisa em escola /admite-se uma dissertação/ relatório de pesquisa / produção de um filme documentário/ um livro\texto didático\ revisão de conteúdos.

 A ideia é que ao final do curso o professor da escola tenha alguma proposta de inovação ou melhoria do ensino de sociologia em sala de aula. Ou, ainda, alguma proposta de intervenção na escola como um todo.

  1. O curso é exclusivo para professores? Pessoas com outro perfil podem participar? No nosso caso das Ciências Sociais, queremos quais alunos?

Definido por cada rede proponente.

  1. Localmente, como tem sido a relação com as Secretarias de Educação?

Há resistências em algumas Secretarias de Educação de alguns estados em reconhecer que o título de mestrado profissional vale a mesma coisa que o de um mestrado acadêmico. Haverá necessidade de esclarecimentos junto à algumas Secretarias.

  1.  Quais critérios as IES parceiras devem atender. Todas precisam ter programas de pós-graduação?
  2. Qualquer IES pode participar e não precisa ter programa de pós na instituição parceira.
  3.  Quem titula e certifica? A IES parceira ou isso é centralizado?

A IES parceira titula suas turmas.

  1. Como é feita a avaliação Capes? É pela rede ou pela IES responsável?

A CAPES monta uma comissão ad hoc. Não é a mesma do comitê já existente. Ainda está indefinida a avaliação após aprovação. Possivelmente será criado um comitê específico para os PROFs.

13. Quem faz o controle acadêmico? Ele é feito pela rede ou responsabilidade da IES parceira?

Cada IES controla seus alunos.

14. Existe critério para o número de vagas ofertadas?

O número de vagas dependerá do número de professores orientadores disponíveis em cada polo.

15. Outras

A Proposta APCN – do Mestrado PROF em rede deve ser aprovada em todas as instituições envolvidas.

Cada envolvido deverá negociar muito bem isso em suas instâncias deliberativas, porque uma vez aprovado não poderá ser alterado em cada IES. A alteração será sempre na rede. Depois que for aprovado, em todas as instituições e na CAPES, só depois de 1 ano de funcionamento poderá ser alterado. Sempre em rede. Daí passa de novo em cada IES.

A seleção é nacional.

As bancas podem fazer circular os docentes de cada núcleo. Tem-se que prever verba para isso

Deverá ocorrer reunião das linhas de pesquisa, dos coordenadores de núcleo.

Deve-se criar um regimento.

          No regimento deve constar o critério para participação do professor da Educação Básica.

 


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