ALEXON SILVA TAVARES
SEEDUC

Poderíamos iniciar dizendo que uma sociedade marcada pela má fé, para qual a ética  caracterizada pela liberdade não justifica mais as condutas, justificaria a permanência da filosofia na Educação Básica. A má fé é a atitude característica do homem que finge escolher, sem na verdade escolher, imagina que seu destino esta traçado, que os valores são dados, aceita as verdades exteriores, mente para si mesmo, simulando se ele próprio o autor dos seus próprios atos, aceitando sem criticas os valores dados de um determinado grupo social.

Justifica-se a permanência da filosofia na Educação Básica, a existência de uma educação positivista e tecnocrata, para qual, as possibilidades existenciais se sujeitaram aos critérios de mercado e de realização pessoal coisificadora. Esse tipo de educação, supervaloriza a ciência em detrimentos a outras formas de saber e como consequência prioriza uma formação para mercado. Daí, a importância da filosofia, elevando a problemática da educação a uma questão filosófica, e não meramente a questões de pedagogismos sem sentido.

Por fim, o fato de uma existência sem fórmulas, seria o ápice de justificativa da filosofia na Educação Básica, pois a vida que vale para um, não vale para o outro. A inexistência de manuais  para uma vida feliz, passar em um concurso, para encontrar a pessoa amada, para encontrar o sentido da vida, justificaria um ensino que primasse por condutas oriundas de uma educação filosófica. Nesse sentido, a educação não pode se manter fraudulenta, produzindo processos educativos para uma vida que não existe ou no minimo coisificadora do ser.

Não precisamos falar muito da permanência da filosofia na Educação Básica, ela incomoda só no fato de existir enquanto pesamento que liberta e emancipa o sujeito, não permitindo que a vida seja tutelada, e sim, inventada.


FaLang translation system by Faboba