Palestras de Gustavo Celedón Bórquez

Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea/ Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFRJ/ IFCS & Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da PUC-Rio
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O Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da PUC-Rio e o NuFFC (Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea/ Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFRJ/ IFCS) convidam para as palestras de Gustavo Celedón Bórquez, bolsista de produtividade em Humanidades, Artes e Ciências Sociais da  Universidad de Valparaíso (Chile); pesquisador associado ao Departamento de Filosofia da Universidade de Paris 8 (França).

A monstruosidade no cinema. O medo, o duelo e o real

Monstros de todo tipo surgiram na história do cinema. Para além, contudo, da ficção propriamente dita, o importante para nós será discernir os olhares que esse cinema exerce sobre os monstros que cria. Um desses olhares nos fala do medo. Não daquele que se quer dar no espectador, mas o medo próprio do olhar cinéfilo. Nesse sentido, o cinema de mostros pode ser perfeitamente compreendido como um aparato político de olhares. É o cinema que, olhando seus monstros, pretende controlar seus próprios temores, vigiando-os, filmando-os e decidindo sobre a continuidade e descontinuidade de seu acontecer. Com isso quer-se dizer que o cinema de monstros é um duelo, no sentido freudiano, do cinema ele mesmo com seus medos e ameaças, reflexo e ao mesmo tempo paradigma da estrutura política que governa nossa atualidade. De alguma maneira, cada monstro do cinema é todos os monstros, uma abstração figurativa de um medo cujo objeto é múltiplo e difuso. Projetar um monstro no cinema é, para um cinema de caráter hollywoodiano, controlar pela figuração a imaginação, o desejo (diseño) e a espetacularidade, algo cuja verdadeira monstruosidade é precisamente fugir da figuração, da imaginação, do diseño e do espetáculo. Poder-se-ia compreendê-lo, ainda que nos distanciando, a partir da noção lacaniana do Real.

Estética política do som: Badiou – Rancière – Stiegler

As artes músico-experimentais dos seculos XX e XXI puderam desenvolver um pensamento do som. Este pensamento vincula-se ao que Edgard Varèse chamou de liberação do som e que nós chamaremos, variando minimamente, a emancipação do som. Esta emancipação é também, de alguma maneira, uma emancipação do pensamento. Pois se a filosofia ocidental manteve-se sempre no paradigma platônico, então permaneceu no predomínio da imagen sobre os demais elementos sensíveis. A emancipação do som implica, para uma aproximação filosófica, refletir criticamente e, na medida do possível, revolucionar a partilha dos sentidos que situa a imagen como o pensamento sensível que ordena o pensamento. Nesse sentido, emancipar o som, tal como quiseram algumas experimentações sonoras, consiste em empurrar a filosofia, na necessidade de recorrer a pensamentos que se originam fora de sua suposta jurisdição – nas artes, por exemplo – a se desenvolver de uma maneira muito distinta dos desígnios do olho, da visã, do visto, o eidos, a Ideia. O visível não esgota o campo do sensível, do perceptivo.


03 Nov 2014 > Ocorrido há 2156 dias
03 Nov 2014 - 04 Nov 2014

A monstruosidade no cinema. O medo, o duelo e o real

Organização: Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da PUC-Rio

Data: segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Horário: 15hs

Local: PUC-Rio, Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, Edificio Kennedy, sala K 102.

 

Estética política do som: Badiou – Rancière – Stiegler

 

Organização: NuFFC (Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea/ Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFRJ/ IFCS)

Data: terça-feira, 4 de novembro de 2014

Horário: 15hs

Local: IFCS, Largo do São Francisco s/n, 3º andar, sala Celso Lemos


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