XII Simpósio de Filosofia da UEM: Filosofia e Crise Política
Universidade Estadual de Maringá
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O mundo hoje vive uma grande crise social e política comparável com a época anterior à Segunda Guerra Mundial, que viu a ascensão de regimes totalitários. O século XXI surgiu sob o impacto do atentado às Torres Gêmeas no 11 de setembro de 2001. A política de combate ao terrorismo do governo norte-americano desencadeou o surgimento de novos grupos terroristas como o Estado Islâmico (ISIS). Ao mesmo tempo em que grupos sociais mobilizam-se reivindicando direitos na sociedade existente, como negros, mulheres, LGBTQs, refugiados e imigrantes, tem crescido um movimento contrário de grupos racistas, sexistas, homofóbicos, xenófobos, entre outros. Estas entre outras questões expõem os dilemas e os limites da democracia.

Segundo Platão, as fragilidades do regime democrático levariam a um regime tirânico. Hoje, a mídia tem um papel tão influente que é chamado de “quarto poder”. A democracia torna-se autoritária na medida em que o povo apenas vota quando as decisões já foram tomadas. Com as novas mídias, a internet, surgiu uma disputa ideológica. Nessa disputa, há desde censura a plataformas digitais, como a Turquia fez com o Youtube, até a propagação de notícias falsas (fake News) por meio de falsificação de imagens e vídeos. O atual presidente dos EUA, Donald Trump, inverte a lógica do discurso ao chamar aqueles jornalistas que o criticam de Fake News. E sua própria versão dos fatos, “alternative facts” é a pós-verdade. No Brasil, a articulação de membros do judiciário com a mídia tem a sua versão de pós-verdade.

A própria linguagem tem seu conteúdo invertido: quando proclamam “liberdade de religião” visando impor sua visão religiosa sobre os outros; quando proclamam “escola sem partido” para fiscalizar se o conteúdo dado em aula está de acordo com sua visão; quando falam em democracia, quando implicam apenas os interesses de uma minoria; quando falam em ética, quando pretendem se excluir da própria ética. A democracia autoritária prescinde do povo. É democracia porque baseada em leis de representantes eleitos, que não mais respondem aos eleitores.

 

O momento de crise requer crítica para repensar e buscar soluções. Assim, a filosofia política desde Platão se orientou em termos de reflexão. O propósito do XII Simpósio de Filosofia da UEM é contribuir para o debate sobre a crise política, a partir das reflexões elaboradas na história da filosofia. Temas como ética, democracia, liberdade, tolerância, representação, fazem parte do debate. 


22 Nov 2017 > Ocorrido há 723 dias
22 Nov 2017 - 23 Nov 2017 - 24 Nov 2017
14 Set 2017 - 22 Out 2017
14 Set 2017 - 22 Nov 2017
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XII Simpósio de Filosofia da UEM: Filosofia e Crise Política

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