III Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG
Universidade Federal de Minas Gerais
encontroposfilufmg@gmail.com

Prorrogação de Chamada de trabalhos para 20 de maio.

 

Chamada de Comunicações

III Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG

 

18 a 21 de junho de 2018

 

A Comissão Organizadora convida a comunidade acadêmica para participar do III Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG.

 

O Encontro é caracterizado por um modelo que oferece maiores oportunidades de discussão para os pós-graduandos, uma vez que todas as apresentações terão um debatedor. Além disso, as apresentações estarão dispostas em quatro eixos ou áreas temáticas, as quais propõem recortes transversais da filosofia. Ao integrar os pesquisadores que, em geral, não discutem entre si, mas que tocam os mesmos temas por vias diversas, temos o interesse de favorecer o intercâmbio e promover o diálogo entre os diferentes períodos e perspectivas da filosofia, bem como enriquecer a cultura filosófica dos participantes.

 

Por contar com um modelo diferente de discussão, conforme dispõe o edital, serão convidados debatedores para os textos aprovados.

 

As propostas de comunicação para o III Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG deverão ser enviadas até o dia 20 de maio para o e-mail:

encontroposfilufmg@gmail.com.

As informações sobre o formato da comunicação estão no guia Edital.

 

Eixos Temáticos – III Encontro de Pós-Graduação em Filosofia – UFMG

 

Os quatro eixos temáticos do Encontro serão os seguintes:

 

I – Desejo e Moralidade

 

Perpassa a existência cotidiana uma espécie de conflito, que resulta na necessária mediação e entrelaçamento entre a satisfação dos desejos e a necessidade de renunciá-la ou compatibilizá-la em favor de uma convivência socialmente imposta. O pensamento filosófico lidou com distinções correlatas a essa estrutura antinômica nas noções de natureza e cultura, ora afirmando a preponderância de aspectos biológicos e/ou somáticos, ora de aspectos sociais, comunitários ou históricos. Além disso, as noções de racionalidade, dever, lei, autoconservação, constituição de individualidades e subjetividades, entre outras, conferem a esse par conceitual um caráter transversal, que abarca debates nas áreas de ética, filosofia política, filosofia e psicanálise, etc. Convidamos pesquisadores a enviar propostas de comunicação que versem sobre um ou vários dos temas supramencionados.

 

 

 

II – Identidade e Diferença

 

Devido ao seu caráter profundamente polissêmico, os termos “identidade” e “diferença” atravessam diversos campos e problemas da reflexão filosófica. O conceito de identidade figura exemplarmente não apenas no contexto de disciplinas como a lógica (princípio de identidade, identidade formal A=A, etc.), a metafísica (“princípio de identidade dos indiscerníveis”), a teoria do conhecimento (postulado da identidade entre sujeito e objeto) e a teoria da ação (postulado da identidade do agente), mas também desempenha uma função central no quadro das tentativas sistemáticas da filosofia moderna (“filosofias da identidade”). Em todos esses casos, o conceito de diferença foi tratado ora como contraparte formal, ora como contraparte dialética ao princípio de identidade, ora como conceito fundamentalmente crítico-desconstrutivo (“différance”) ora como princípio ontológico de um novo tipo de pensamento minoritário (“filosofias da diferença”) etc. Convidamos pesquisadores a enviar propostas de comunicação que versem sobre um ou vários dos temas supramencionados. Encorajamos particularmente trabalhos com temáticas transversais a diversas áreas e disciplinas filosóficas.

 

 

 

III – Poder e Liberdade

 

Poder e liberdade são duas tópicas que ocupam lugar de destaque na história do pensamento político desde a Antiguidade grega. Em torno de questões acerca da natureza, origem, fundamento, legitimidade e modos de exercício, ambos os conceitos foram objeto de intenso debate dentre as diversas tradições da teoria política. Assim, tendo em vista a diversidade de perspectivas que o tratamento de tais questões apresenta, o eixo temático “Poder e Liberdade” pretende acolher pesquisas concluídas e em andamento que versem de modo teórico e conceitual sobre os temas privilegiados. O intuito é promover o diálogo entre diferentes concepções do tema, dando destaque aos trabalhos com temáticas transversais a diversas áreas e disciplinas filosóficas.

 

 

 

IV – Representação do mundo

 

Os primeiros esforços para representar e descrever o mundo sistematicamente se deram na antiguidade através de mitologias e cosmogonias. Estes discursos foram absorvidos e retrabalhados de diferentes modos pela cultura ocidental, e mesmo filósofos que buscaram se afastar do mito em favor de explicações lógicas e  matemáticas para os fenômenos naturais não abandonaram de todo o mito e o discurso metafórico, o que revela a complexidade de apreender e representar o mundo em conceitos. Emerge daí o problema em torno da possibilidade de se criar uma descrição fiel do mundo. Afinal, como seria possível adequar as palavras às coisas? Como é possível significar o mundo? É bem verdade que as artes sempre operaram com uma variedade de formas representacionais, o que as levam para o centro das discussões sobre o tema. Já a ciência moderna ganhou destaque ao representar a natureza com um método que possibilitou um detalhamento progressivo do mundo. O suposto sucesso das ciências suscitaram diferentes reações entre os filósofos. Cogitou-se que o próprio mundo fosse uma representação da mente humana, outros sugeriram que tal representação não era uma abstração, mas uma construção da razão. Como velhas perguntas sempre retornam, a filosofia contemporânea continuou a investigar as possibilidades de representação e de significação das coisas desenvolvendo diferentes sistemas lógicos. Este eixo temático convida os participantes a refletirem sobre quais problemas enfrentamos quando buscamos dar uma descrição da realidade. Com quais pressupostos lógico-conceituais operamos quando nos dispomos a tal empreitada? É possível transpôr o mundo para um conjunto de símbolos ou trata-se de um ente inefável? De que modo os filósofos antigos e modernos diagnosticaram e responderam a tais problemas? E por fim, quais as razões que nos motivam a representar o mundo com arte, ciência e filosofia?


18 Jun 2018 > Ocorrido há 522 dias
18 Jun 2018 - 21 Jun 2018
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A ser definida.


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