Nietzsche e o gesto filosófico de degustar
vol. 30, n. 1 (2025) • Philósophos: Revista de Filosofia - Revista UFG
Autor: Luiza Regattieri
Resumo:
Nos anos de 1870, Nietzsche distingue ciência e filosofia, destacando o filósofo como o ponto incontestável de seu sistema. A centralidade dada à pessoa filósofa diz respeito ao gesto próprio que a caracteriza: a transposição da intuição à imagem filosófica. O valor da filosofia estaria na ação de expressar intuições particulares em imagens pretensamente universais, porém, nem fantásticas nem demonstráveis. Tal transposição requer uma habilidade peculiar: o gosto apurado, que é apontado como a capacidade-chave do fazer filosófico. O gosto é pensado como uma perspicácia de avaliar e reter, um discernir que é característica acurada no filósofo para eleger o difícil como divino. Esse gosto limitaria o instinto de conhecimento, um impulso próprio do espírito científico, e permitiria ao filósofo selecionar um número limitado de coisas a serem conhecidas. Essa característica reguladora do gosto é uma das principais marcadoras daquilo que diferencia a filosofia da ciência, sem a transformar em arte.
ISSN: 1982-2928
DOI: https://doi.org/10.5216/phi.v30i1.81418
Texto Completo: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/81418
Palavras-Chave: Gosto, filosofia, ciência, arte.
Philósophos: Revista de Filosofia - Revista UFG
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